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Aumentar a carga de uma unidade consumidora parece um pedido simples — afinal, a concessionária só precisa autorizar mais potência disponível. Na prática, a maioria dos pedidos é reprovada na primeira submissão.
A reprova quase sempre tem a mesma origem: erros que poderiam ter sido evitados com análise técnica prévia. Estes são os cinco mais comuns.
1. Dimensionamento incorreto da nova carga
O cálculo da nova demanda precisa considerar três coisas:
- Cargas instaladas atuais
- Cargas a serem acrescentadas (equipamentos novos, máquinas, ar-condicionado)
- Fator de demanda realista — não somar todas as cargas como se operassem ao mesmo tempo
Pedidos de aumento subdimensionados forçam outro processo logo em seguida. Os superdimensionados geram custo desnecessário no padrão de entrada ou na subestação, sem benefício real.
2. Documentação incompleta
A concessionária exige um conjunto específico de documentos: projeto elétrico atualizado, ART, memorial descritivo, dados da unidade, cópia da última fatura. Falta de qualquer item — ou inconsistência entre documentos — reprova o pedido.
3. Padrão de entrada inadequado para a nova carga
Se a carga atual já estava perto do limite do padrão existente, qualquer aumento exige troca. Submeter o pedido sem prever essa adequação atrasa tudo: a concessionária pode até aprovar a carga, mas a ligação fica travada até o padrão ser regularizado.
Em casos extremos, a nova carga exige migração para média tensão — ou seja, construção de subestação. Isso muda completamente o escopo do projeto e o orçamento.
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4. Desconformidade com a norma técnica da distribuidora
Cada concessionária tem sua norma técnica própria (CPFL, Energisa, ENEL, Neoenergia, Equatorial). Detalhes que variam entre elas:
- Tipo de eletroduto de entrada
- Modelo de caixa de medição aceita
- Forma de medição (direta ou indireta via TC)
- Especificação de aterramento
- Cotas e disposição construtiva
Reaproveitar um projeto de outra distribuidora — ou padronizar pela média do mercado — é receita certa para reprova.
5. Ausência de ART/TRT ou responsável técnico válido
A Anotação de Responsabilidade Técnica é obrigatória para qualquer projeto elétrico submetido à concessionária. Sem ART válida — ou com ART vencida, com profissional sem CREA ativo, ou descasada com o projeto — o pedido nem chega à análise técnica.
Como evitar todos esses erros
Cada um desses cinco pontos é resolvido com análise técnica prévia. Envolver um profissional experiente em projetos junto à concessionária — preferencialmente alguém que já lida com o fluxo específico da distribuidora local — evita retrabalho e atrasos.
Se você tem um pedido de aumento de carga travado ou em fase de planejamento, fale com nossa equipe para uma análise inicial.

